Estudantes da rede estadual da Paraíba usaram as redes sociais para reclamar do atraso no pagamento da 6ª e última bolsa do Programa Primeira Chance. Em nota pública, a coordenação do programa informou que o repasse só será realizado após a conclusão de auditoria interna e regularização de pendências documentais.
Pagamento depende de auditoria
Segundo a nota, a decisão foi tomada em alinhamento com o Controle Interno da Secretaria de Estado da Educação da Paraíba. A 6ª bolsa será paga apenas após a auditoria e o ateste de conformidade dos cinco processos de pagamento anteriores.
Durante a conferência, foi identificado que parte dos estudantes apresentou documentação em desacordo com o edital, o que exigiu correções. As escolas foram acionadas ao longo do mês de janeiro para regularizar os documentos.
A coordenação destacou ainda que, embora a maioria esteja com a documentação correta, o pagamento é feito em um único processo administrativo que contempla todos os estagiários, o que exige a resolução de todas as pendências antes da liberação dos recursos.
Prazo pode chegar a 90 dias
A nota reforça que a bolsa estágio não configura salário, já que não há vínculo empregatício. Conforme previsto no edital da edição 2025 e no Termo de Aceite assinado pelos estudantes e responsáveis legais, o pagamento pode ser realizado em até 90 dias após o mês subsequente ao estágio.
Por fim, a Secretaria afirmou que todas as bolsas devidas serão pagas integralmente, respeitando as regras do edital e os trâmites legais.
Revolta nas redes sociais
A publicação gerou uma série de comentários de estudantes cobrando previsão para o pagamento e questionando a condução do programa.
Entre as manifestações, alunos afirmam que cumpriram carga horária regularmente e entregaram a documentação exigida. Alguns também levantaram dúvidas sobre a possibilidade de acionar a Justiça caso o prazo de 90 dias seja ultrapassado.
Expressões como “Libera o pix”, “Quero minha grana” e “A resposta será dada nas urnas” se repetem nos comentários. Outros estudantes criticaram o que classificaram como falha na organização interna do programa, alegando que a análise documental poderia ter sido feita ainda durante o período de estágio.
Debate sobre responsabilidade
Parte dos estudantes argumenta que não deveria haver atraso coletivo por pendências pontuais de alguns participantes, enquanto a coordenação sustenta que o pagamento é processado de forma conjunta.
Também houve críticas relacionadas à importância da bolsa para os alunos, que relatam depender do valor para custear despesas pessoais e acadêmicas.
O impasse sobre o pagamento da última bolsa do Programa Primeira Chance amplia o debate sobre prazos administrativos e organização do programa. Enquanto a Secretaria garante que os valores serão pagos dentro das regras previstas no edital, estudantes seguem cobrando mais transparência e definição de data para o repasse.

