O Brasil terá 158,7 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (20). O levantamento mostra um envelhecimento do eleitorado, com 37,5 milhões de brasileiros de 60 anos ou mais, que agora representam 23,6% do total de votantes.
Em comparação com as eleições gerais anteriores, o eleitorado cresceu 1,5%, o equivalente a cerca de 2,3 milhões de novos eleitores. Enquanto isso, a participação da população idosa aumentou de 21% para 23,6%. Em sentido contrário, o número de eleitores entre 21 e 34 anos caiu de 43,8 milhões para 41 milhões, passando a representar 25,8% do eleitorado.
Em comunicado, o TSE afirmou que "o movimento aponta para uma composição etária mais envelhecida do eleitorado no período recente". O cenário acompanha os dados do Censo Demográfico de 2022, do IBGE, que apontaram aceleração do envelhecimento da população brasileira. Segundo o levantamento, pessoas com 65 anos ou mais representam 10,9% dos 203,1 milhões de habitantes do país, totalizando 22,2 milhões de brasileiros.
As eleições de 2026 terão o primeiro turno em 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno para os cargos de presidente da República e governadores será realizado em 25 de outubro. Senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais serão eleitos em turno único.
Entre os eleitores mais jovens, houve redução na participação dos adolescentes de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo. Em 2026, esse grupo soma 1,6 milhão de pessoas aptas a votar, uma queda de 22,8% em relação aos 2,1 milhões registrados nas eleições de 2022. Pela Constituição Federal, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e pessoas com mais de 70 anos.
Os dados também mostram diferenças regionais no crescimento do eleitorado. O Norte registrou a maior alta proporcional, com avanço de 4,37%, passando de 12,6 milhões para 13,1 milhões de eleitores. O Centro-Oeste cresceu 3,97% e alcançou cerca de 12 milhões de votantes. O Nordeste reúne 43,5 milhões de eleitores, com crescimento de 2,69%, enquanto o Sul chegou a 22,9 milhões, alta de 1,34%.
Já o Sudeste, região mais populosa do país, contabiliza 66,3 milhões de eleitores aptos a votar, registrando leve queda de 0,56%. São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral, com 34,1 milhões de eleitores, o equivalente a 21,48% do total nacional. Minas Gerais aparece na sequência, com 16,4 milhões de votantes.
Do total do eleitorado, 52,84% são mulheres, o que corresponde a 83,9 milhões de eleitoras. Em relação ao perfil declarado, 16,9 milhões informaram ser pardos, 11,7 milhões brancos, 3,6 milhões pretos, 229.540 amarelos e 287.157 indígenas. O TSE ressalta, porém, que ainda não há informação sobre raça para cerca de 80% dos eleitores.
O prazo para emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral e regularização da situação eleitoral foi encerrado em 6 de maio. Desde então, o TSE consolidou os dados do cadastro nacional de eleitores.
A campanha eleitoral terá início em 16 de agosto. Os partidos poderão registrar seus candidatos até 15 de agosto, enquanto as convenções partidárias, responsáveis por oficializar as candidaturas, ocorrem entre esta segunda-feira e 5 de agosto.
Pesquisa Datafolha divulgada no fim de junho aponta que, em um eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 47% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 43%. Brancos e nulos somam 8%. Em um cenário com outros candidatos, Lula tem 41% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. O levantamento ouviu presencialmente 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 municípios, entre os dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

