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Eduardo Bolsonaro critica Michelle e comenta green card nos EUA

Eduardo Bolsonaro critica Michelle e comenta green card nos EUA

Eduardo Bolsonaro classificou como "imaturidade" a atitude de Michelle Bolsonaro e afirmou que pretende retornar ao Brasil.

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Luis Gomes
22 de julho de 2026
3 min de leitura
Política

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou como "imaturidade" a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) de tornar pública sua insatisfação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As declarações foram dadas nesta terça-feira (21), durante entrevista ao portal Metrópoles, na qual também comentou sua situação nos Estados Unidos e afirmou que pretende retornar ao Brasil.

A manifestação de Eduardo ocorre após Michelle divulgar um vídeo, em 24 de junho, no qual afirmou ter sido tratada de forma ríspida por Flávio Bolsonaro durante uma ligação telefônica. O senador nega a acusação.

"Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Eu acredito que esses assuntos, e eu não vou mais comentar para não dar pano para manga, acho que internamente a gente resolve esse tipo de coisa", afirmou Eduardo.

O ex-deputado também avaliou como "natural" a disputa por espaço dentro do grupo político e disse que o episódio demonstra a expectativa em torno das próximas eleições.

Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que não pretende solicitar a cidadania norte-americana e disse que seu objetivo é voltar ao Brasil.

"Eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card, quando existe a possibilidade de se tornar cidadão americano", declarou.

Na segunda-feira (20), foi divulgado que Eduardo obteve um green card, documento que concede a estrangeiros o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado.

Segundo o ex-deputado, a autorização oferece "segurança jurídica" durante sua permanência no país. Como exemplo, ele citou a situação do ex-deputado federal e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, condenado por envolvimento na trama golpista e atualmente foragido.

Eduardo afirmou que Ramagem foi detido pelo serviço de imigração dos Estados Unidos em abril e permaneceu preso por dois dias. Segundo ele, a condição de residente permanente evita que uma situação semelhante ocorra com quem possui green card.

"Isso que aconteceu com o Ramagem não acontece comigo porque eu tenho a residência americana. O Ramagem estava acobertado, sim, pela Justiça americana porque tinha um pedido de asilo aberto. Isso dava a ele a oportunidade de viver legalmente nos Estados Unidos, mas em uma situação mais precária", disse.

O ex-deputado também afirmou que a Polícia Federal tentou deportar Ramagem por meio do serviço de imigração norte-americano.

"O processo de extradição está em andamento [de Ramagem]. Mas, para acelerar, ou por não confiar que a extradição sairia, a PF foi atrás da deportação utilizando-se do ICE", declarou.

Assim como Ramagem, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão por sua atuação em defesa de tarifas e sanções contra o Brasil e ministros da Corte. Segundo a decisão, ele tentou interferir no processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Eduardo não constituiu advogados e foi representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

De acordo com as regras de imigração dos Estados Unidos, portadores do green card são reconhecidos como residentes permanentes legais. Após cinco anos nessa condição, é possível solicitar a cidadania norte-americana, desde que os requisitos previstos sejam atendidos.

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Última atualização: 22/07/2026