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Dólar dispara 8,21% e Bolsa cai quase 14% após eleição

Dólar dispara 8,21% e Bolsa cai quase 14% após eleição

Dólar fecha a R$ 5,403 após alta de 8,21%, enquanto Ibovespa recua 13,88% e aciona circuit breaker em dia de forte turbulência.

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Luis Gomes
27 de outubro de 2026
4 min de leitura
Brasil

O mercado financeiro brasileiro registrou fortes oscilações nesta segunda-feira (26), após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, caiu 13,88%, aos 176.608,23 pontos.

A intensidade das perdas levou à ativação do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na bolsa diante de quedas acentuadas. Durante a manhã, o Ibovespa chegou a recuar mais de 17%, atingindo a mínima de 169.516,43 pontos.

O movimento refletiu a reação dos investidores ao resultado eleitoral e a necessidade de ajustes nas estratégias financeiras montadas antes da votação. Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, mas precisou rever suas posições após a confirmação da reeleição de Lula.

Confira os principais números do mercado financeiro

Os indicadores da sessão desta segunda-feira mostraram a dimensão da turbulência nos mercados brasileiros.

  • Dólar comercial: R$ 5,403, com alta de 8,21%.

  • Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã.

  • Ibovespa: 176.608,23 pontos, com queda de 13,88%.

  • Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, com recuo superior a 17%.

  • Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.

  • Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.

  • Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.

Dólar registra maior alta diária desde 1999

A moeda norte-americana teve uma das sessões mais expressivas de valorização das últimas décadas. Ao fechar a R$ 5,403, com avanço de 8,21%, o dólar registrou sua maior alta percentual diária desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro.

Durante a manhã, a cotação chegou a R$ 5,6049, superando a barreira de R$ 5,60. Ao longo do pregão, porém, a moeda perdeu parte da força e recuou para a faixa de R$ 5,40.

Esse movimento foi associado à realização de lucros, quando investidores vendem ativos ou moedas para concretizar ganhos, e à entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a valorização para internalizar divisas no país.

O resultado eleitoral também provocou uma reavaliação das posições financeiras de investidores que esperavam um desfecho diferente para a disputa presidencial. Com a confirmação da vitória de Lula, parte do mercado precisou ajustar suas estratégias.

O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da forte valorização registrada no dia, o dólar ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Ibovespa sofre forte queda e aciona circuit breaker

A Bolsa de Valores brasileira também enfrentou uma sessão de perdas expressivas. O Ibovespa encerrou o dia aos 176.608,23 pontos, com desvalorização de 13,88%, atingindo seu menor nível de fechamento desde 31 de agosto.

A queda foi a maior desde março de 2020, quando o início da pandemia de Covid-19 provocou forte instabilidade nos mercados financeiros.

No período da manhã, o índice chegou a perder mais de 17%, alcançando 169.516,43 pontos. Diante da intensidade do movimento, a bolsa acionou o circuit breaker, ferramenta utilizada para suspender temporariamente as negociações e conter os efeitos de oscilações extremas.

O volume financeiro movimentado durante o pregão chegou a R$ 88,6 bilhões, valor muito superior à média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões. O montante evidencia a intensidade das operações realizadas em meio à reação dos investidores ao resultado eleitoral.

Bolsa perde ganhos de outubro, mas mantém alta no ano

Com o resultado negativo desta segunda-feira, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês.

Apesar da desvalorização expressiva no pregão, o principal índice da bolsa brasileira ainda mantinha valorização acumulada de 9,61% em 2026.

A disparada do dólar e a forte queda das ações marcaram uma sessão de elevada volatilidade no mercado financeiro brasileiro. Os números refletem a reação imediata dos investidores ao cenário político após o segundo turno das eleições presidenciais, com ajustes nas posições financeiras e intensa movimentação de recursos.

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Última atualização: 27/10/2026