defesa de Andrés Sanchez afirmou que houve “graves irregularidades” no procedimento que resultou na expulsão do ex-presidente do Corinthians do quadro associativo do clube. A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do Corinthians durante sessão realizada no Parque São Jorge.
Segundo os advogados de Andrés Sanchez, um dos principais questionamentos envolve a atuação de Leonardo Pantaleão no processo. A defesa argumenta que ele presidiu tanto a Comissão de Ética, responsável pelo parecer que recomendou a expulsão, quanto a sessão do Conselho Deliberativo que colocou o relatório em votação.
Outro ponto contestado pela defesa de Andrés Sanchez foi a realização de votação aberta e nominal. De acordo com os advogados do ex-dirigente, o procedimento estaria em desacordo com o Estatuto Social do clube, que prevê votação secreta para esse tipo de deliberação.
Em nota oficial, a defesa declarou “absoluto inconformismo” com a decisão do Conselho Deliberativo e afirmou que as irregularidades registradas durante o processo levantaram questionamentos inclusive entre conselheiros presentes na sessão.
Os advogados também sustentam que as supostas falhas no procedimento representam um precedente preocupante para associados, dirigentes e conselheiros do Corinthians, por comprometer garantias de defesa previstas no estatuto do clube.
Diante do cenário, a defesa informou que pretende adotar medidas judiciais para buscar o reconhecimento da nulidade do procedimento e assegurar o cumprimento do devido processo legal.
A expulsão de Andrés Sanchez foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Corinthians por 112 votos favoráveis, 49 contrários e seis abstenções. A decisão acompanhou recomendação da Comissão de Ética, que apontou irregularidades relacionadas ao uso do cartão corporativo do clube durante a gestão do ex-presidente.
A investigação administrativa interna concluiu que Andrés Sanchez utilizou o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. Conforme cálculos do Ministério Público de São Paulo, os valores questionados chegam a R$ 480.169,60, incluindo correção monetária e juros.
Na defesa apresentada ao Conselho Deliberativo, Andrés Sanchez alegou que não existia política interna específica para regulamentar o uso do cartão corporativo. O ex-presidente também argumentou que parte das despesas estava relacionada a compromissos institucionais, além de afirmar que houve confusão entre gastos pessoais e corporativos e que parte dos valores foi ressarcida ao clube.

