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Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro, morre aos 61 anos

Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro, morre aos 61 anos

Dadá Figueiredo, referência do surfe brasileiro nos anos 1980, morreu aos 61 anos. Atleta revolucionou o esporte com estilo radical e autêntico.

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Luis Gomes
26 de outubro de 2026
3 min de leitura
Esporte

O surfista carioca Dadá Figueiredo morreu neste sábado (24), aos 61 anos. Considerado uma das figuras mais marcantes da história do surfe brasileiro, ele ganhou notoriedade em meados da década de 1980 por seu estilo radical, sua atitude irreverente e sua influência na transformação da modalidade no país. A causa da morte não foi divulgada.

Com uma maneira inovadora de surfar, Dadá incorporava movimentos inspirados no skate e ajudou a antecipar tendências que se tornariam características do surfe moderno. Sua postura autêntica e sua radicalidade nas ondas fizeram dele uma referência para diferentes gerações de atletas e admiradores do esporte.

Dadá Figueiredo marcou época no surfe nacional

Entre os principais resultados esportivos de sua trajetória estão o título de campeão carioca, conquistado em 1989, e a vitória no torneio Sea Club Final Heat, realizado no mesmo ano, em Saquarema, no Rio de Janeiro.

Além dos resultados nas competições, Dadá construiu uma identidade própria dentro e fora d'água. Associado ao movimento punk, o surfista ficou conhecido por desafiar padrões e contribuir para mudanças na cultura do surfe carioca e nacional durante os anos 1980.

Sua influência ultrapassou as disputas esportivas. A combinação de atitude, criatividade e estilo radical ajudou a consolidar seu nome entre os personagens que marcaram uma geração e contribuíram para a evolução da modalidade no Brasil.

Trajetória também foi marcada por desafios pessoais

Ao longo da vida, Dadá enfrentou problemas relacionados ao consumo abusivo de álcool e cocaína. Em determinado período, chegou a ser internado em clínicas de reabilitação. Posteriormente, tornou-se pastor evangélico, passando por uma mudança significativa em sua trajetória pessoal.

A história do surfista reuniu diferentes fases, desde o reconhecimento no cenário esportivo até os desafios enfrentados fora das competições. Mesmo com as dificuldades pessoais, sua contribuição para a cultura do surfe permaneceu associada à inovação e à quebra de paradigmas.

Federação lamenta morte e destaca legado do surfista

A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) publicou uma homenagem nas redes sociais após a confirmação da morte de Dadá Figueiredo.

“Com profundo pesar, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro lamenta o falecimento de Dadá Figueiredo, aos 61 anos”, declarou a entidade.

Na publicação, a federação também ressaltou a importância do atleta para a história do esporte e sua influência na formação de uma identidade própria para o surfe brasileiro.

“Revolucionário nos anos 1980, Dadá marcou a história do esporte com sua atitude autêntica, estilo punk e radicalidade nas ondas. Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade”, destacou a Feserj.

A morte de Dadá Figueiredo representa a perda de um nome histórico do surfe nacional. Sua trajetória ficou marcada pela ousadia, pela personalidade e pela contribuição para a construção de uma cultura esportiva que valorizava a liberdade de expressão e a inovação nas ondas.

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Última atualização: 26/10/2026