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Criação de empresa da FIFA amplia pressão sobre Gianni Infantino

Criação de empresa da FIFA amplia pressão sobre Gianni Infantino

Projeto da FIFA Forward Enterprise gera críticas internas, amplia pressão sobre Gianni Infantino e pode impactar eleição de 2027.

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Luis Gomes
4 de agosto de 2026
3 min de leitura
Esporte

A proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa que concentraria as operações comerciais das competições organizadas pela FIFA e poderia receber investimentos privados, intensificou a pressão sobre o presidente da entidade, Gianni Infantino. Relatos de funcionários e executivos apontam um ambiente de forte insatisfação com o projeto e com a forma como a entidade vem sendo conduzida.

Segundo informações obtidas pela emissora francesa RMC Sport, colaboradores da FIFA, ouvidos sob anonimato, afirmam que a iniciativa provocou grande desgaste interno. Um funcionário da sede da entidade, em Zurique, na Suíça, declarou que a criação da FFE representou o limite para parte dos empregados, que já demonstravam preocupação com episódios ocorridos durante a Copa do Mundo de 2026.

“Nós adoramos o futebol, é a nossa vida, e agora estamos sendo retratados como assassinos do futebol por causa de uma pessoa”, afirmou o colaborador. Ele também criticou diretamente a gestão de Infantino. “Ele nos envergonha. Estou dizendo isso sem rodeios, é uma vergonha total”, declarou.

A crise ocorre em meio à preparação para a eleição presidencial da FIFA, marcada para 18 de março de 2027, quando será definido o comando da entidade para o mandato de 2027 a 2031. De acordo com outro integrante da alta cúpula da organização, o presidente perdeu apoio entre pessoas próximas e decisões estratégicas passaram a ser tomadas sem participação dos demais dirigentes.

“Temos um grupo no WhatsApp com outras pessoas que trabalham na FIFA e não há ninguém apoiando o que ele fez”, disse o executivo. Ele afirmou ainda que a estrutura da entidade se tornou mais centralizada. “Estamos em um sistema no qual já não temos voz nas decisões do dia a dia. Apenas temos de executar.”

O dirigente também criticou a imagem transmitida pela FIFA e questionou as prioridades da atual administração. “Somos vistos como uma federação internacional que só pensa em dinheiro, com um presidente que percorreu milhões de quilômetros em um jato particular durante a Copa do Mundo e vive como um milionário. Vocês realmente acham que o futebol é prioridade e que estamos transmitindo uma boa imagem aos torcedores?”, afirmou.

A insatisfação já começou a refletir entre as associações filiadas à FIFA. As federações de Inglaterra e País de Gales anunciaram que não apoiarão a candidatura de Gianni Infantino para um novo mandato. As duas entidades foram as primeiras entre as 211 federações ligadas à FIFA a retirar publicamente o apoio ao dirigente, e a expectativa é que outras associações nacionais adotem a mesma posição nos próximos meses.

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Última atualização: 04/08/2026