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Caso Glicério Feitosa: sete pessoas são presas na Paraíba

Caso Glicério Feitosa: sete pessoas são presas na Paraíba

Polícia Civil prende sete pessoas suspeitas de envolvimento no latrocínio do empresário Glicério Feitosa, morto a tiros em João Pessoa.

Ana VívianAna Vívian
28 de outubro de 2026
4 min de leitura
Policial

A Polícia Civil prendeu sete pessoas na manhã desta quarta-feira (28), durante uma operação em bairros de João Pessoa, suspeitas de envolvimento no latrocínio do empresário Glicério Oliveira Feitosa, assassinado em maio de 2026. Segundo as investigações, ele foi escolhido como alvo de uma quadrilha especializada em roubos de joias, relógios e outros objetos de valor. O crime aconteceu no bairro do Geisel, na capital paraibana.

Em entrevista à TV Cabo Branco, o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo, explicou que o caso era inicialmente investigado como homicídio. No entanto, o avanço das apurações apontou que a morte ocorreu durante uma tentativa de roubo, levando os investigadores a tratar o crime como latrocínio, roubo seguido de morte.

Quadrilha escolhia vítimas que exibiam objetos de valor

De acordo com o delegado-geral, a investigação identificou uma organização criminosa que selecionava pessoas que exibiam joias, relógios, celulares e outros bens de valor nas redes sociais.

“Nós detectamos nas investigações a existência de uma quadrilha que roubava algumas pessoas que ostentavam joias, relógios, celulares, objetos de valores em redes sociais”, afirmou André Rabelo.

Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo utilizavam informações compartilhadas nas redes sociais para identificar possíveis vítimas. As investigações também localizaram um grupo no WhatsApp que reunia informações utilizadas na escolha dos alvos.

A suspeita é de que Glicério tenha sido selecionado pela quadrilha por causa dos objetos de valor que possuía. Durante a tentativa de roubo, houve uma reação e o empresário acabou atingido por disparos de arma de fogo.

Sete pessoas foram presas durante operação

Entre os sete presos estão pessoas apontadas pela investigação como participantes de diferentes etapas do crime, desde o levantamento de informações sobre a vítima até a execução da ação.

Conforme André Rabelo, uma blogueira é suspeita de ter cedido o veículo utilizado para o levantamento da vítima. O ex-namorado dela também teria participado diretamente dessa etapa.

Ainda segundo o delegado, dois dos investigados teriam participado da ação no dia do crime. Outros presos são apontados como integrantes da organização criminosa que atuava na Região Metropolitana de João Pessoa.

A Polícia Civil não detalhou, no material divulgado, a participação individual de cada um dos sete investigados. As circunstâncias e as responsabilidades atribuídas a cada suspeito continuam sendo apuradas.

Celulares apreendidos podem ajudar a esclarecer o caso

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu celulares que, segundo o delegado-geral, podem contribuir para consolidar as provas reunidas ao longo da investigação.

Rabelo afirmou que o material apreendido deverá auxiliar na conclusão do inquérito e no encaminhamento do caso às autoridades responsáveis pelas próximas etapas do procedimento.

“Com esses celulares apreendidos, com essa robustez de provas coletadas, a gente consegue ter elementos fortes para concluir o caso e enviar para o Ministério Público e para o Poder Judiciário”, declarou.

A investigação continua com o objetivo de individualizar a participação de cada suspeito e reunir elementos que esclareçam a atuação da quadrilha no crime.

Empresário foi morto em frente a uma loja de veículos

Glicério Oliveira Feitosa foi morto a tiros na tarde de 14 de maio de 2026, em frente a uma loja de veículos no bairro do Geisel, em João Pessoa.

Na ocasião, de acordo com informações do tenente-coronel Carlos, do 5º Batalhão da Polícia Militar, dois suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta. Um deles desceu do veículo e efetuou vários disparos contra o empresário.

Imagens de câmeras de segurança mostraram que Glicério tentou reagir ao ataque, levando a mão à região da cintura, onde estava uma arma.

Inicialmente, as circunstâncias do crime levaram a investigação a considerar a hipótese de homicídio. Com o avanço das apurações, porém, a Polícia Civil identificou indícios de que a morte ocorreu durante uma tentativa de roubo.

Quem era Glicério Feitosa

Natural de Parambu, no Ceará, Glicério Feitosa atuava nos setores alimentício e de transportes. Ele também teve participação na política paraibana e disputou a Prefeitura de Bayeux nas eleições de 2024, pelo Partido Novo.

Em 2023, o empresário recebeu o título de cidadão paraibano durante uma sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A homenagem foi concedida em reconhecimento aos investimentos realizados por ele no estado.

Com a prisão dos sete suspeitos, a Polícia Civil busca concluir a investigação sobre o latrocínio. O material apreendido e as informações reunidas durante a operação deverão contribuir para esclarecer a participação de cada investigado e permitir o encaminhamento do caso ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Fonte: Jornal da Paraiba

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Última atualização: 28/10/2026