O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, apresentou melhora no quadro clínico e deve deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até o fim desta semana. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Hospital Samaritano Barra, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde ele está internado desde 16 de junho para tratar uma inflamação pulmonar.
Segundo o boletim médico, Parreira está traqueostomizado, lúcido, colaborativo e com a função renal estabilizada. O hospital informou ainda que o ex-treinador não necessita mais de diálise e deverá ser transferido para uma unidade semi-intensiva, destinada a pacientes com quadro estável que ainda precisam de monitoramento e cuidados especializados. Não há previsão de alta hospitalar.
Parreira é acompanhado pelo pneumologista intensivista Arthur Vianna e pela equipe multidisciplinar do Hospital Samaritano Barra. O ex-técnico passou por uma traqueostomia no dia 7 de julho e, na semana passada, apresentava leve melhora, alternando momentos de lucidez e coma induzido.
Em 2024, Parreira foi submetido a sessões de quimioterapia para o tratamento de um linfoma de Hodgkin.
Um dos nomes mais marcantes da história da seleção brasileira, Parreira comandou a conquista do tetracampeonato mundial na Copa do Mundo de 1994. No ano passado, participou por vídeo da apresentação de Carlo Ancelotti na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), enviando uma mensagem de boas-vindas ao treinador italiano.
Além de liderar a seleção em 1994 e integrar a comissão técnica na Copa do Mundo de 2014, Parreira também foi preparador físico da equipe campeã mundial em 1970, ao lado de Zagallo, e voltou a trabalhar com o treinador na Copa de 2006, quando assumiu o comando da seleção e Zagallo foi auxiliar.
Ao longo da carreira, Parreira também comandou as seleções do Kuwait, em 1982, dos Emirados Árabes Unidos, em 1990, da Arábia Saudita, em 1998, e da África do Sul, em 2010.

