A seleção brasileira feminina de vôlei voltou a subir ao pódio da Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2026, mas o sonho do título inédito precisará esperar. Na manhã deste domingo (26), o Brasil foi derrotado pela Turquia por 3 sets a 1, na grande decisão disputada em Macau, na China, e conquistou a medalha de prata da competição.
As parciais da partida foram 25/23 para o Brasil, 25/23, 26/24 e 25/21 para a Turquia. O confronto foi marcado pelo equilíbrio, principalmente nos três primeiros sets, mas a equipe turca conseguiu ser mais eficiente nos momentos decisivos, liderada pela oposta Melissa Vargas, eleita a melhor jogadora (MVP) da competição.
Brasil começou melhor, mas sofreu a virada
A equipe comandada por José Roberto Guimarães iniciou a decisão em alto nível, vencendo o primeiro set e mostrando consistência no bloqueio e no ataque. No entanto, a Turquia reagiu na sequência, aproveitando erros brasileiros e a força ofensiva de Vargas para assumir o controle da partida.
As brasileiras ainda equilibraram o terceiro set, decidido nos detalhes, mas as adversárias mantiveram o ritmo no quarto período e confirmaram a vitória, conquistando o bicampeonato da Liga das Nações.
Campanha reforça protagonismo brasileiro
Apesar da derrota na final, o Brasil encerra a competição com uma campanha consistente. A seleção chegou à decisão após eliminar a Itália, atual campeã olímpica, em uma semifinal bastante disputada, reafirmando sua condição de uma das principais forças do vôlei mundial.
Na decisão, Ana Cristina foi a maior pontuadora da equipe brasileira, com 25 pontos, seguida por Rosamaria, com 19, e Julia Bergmann, com 15.
Prata mantém tradição de excelência
A medalha conquistada representa o quinto vice-campeonato do Brasil na história da Liga das Nações, repetindo as campanhas de 2019, 2021, 2022 e 2025. Embora o título ainda seja inédito, a presença constante entre as melhores seleções evidencia a regularidade e a competitividade da equipe brasileira no cenário internacional.
Olhar para o futuro
O resultado deixa um sentimento de frustração pelo título que escapou, mas também reforça o potencial de um grupo que vem passando por renovação e segue competitivo diante das maiores potências do voleibol feminino.
Com jovens talentos ganhando protagonismo e a experiência da comissão técnica de José Roberto Guimarães, a expectativa é que a seleção utilize a campanha como motivação para os próximos desafios do ciclo internacional.
Mais do que a medalha de prata, o Brasil encerra a Liga das Nações de 2026 demonstrando que continua entre as principais referências do voleibol mundial e segue na disputa pelos títulos mais importantes da modalidade.
Créditos: Com informações da ESPN Brasil e da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Imagem: Divulgação/Volleyball World

