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Banco do Nordeste lança plano para fortalecer produção de mel no Médio Piranhas

Banco do Nordeste lança plano para fortalecer produção de mel no Médio Piranhas

Banco do Nordeste lança plano para fortalecer a produção de mel no Médio Piranhas, beneficiando cerca de 80 produtores com assistência técnica e qualificação.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
17 de julho de 2026
3 min de leitura
Paraíba

O Banco do Nordeste (BNB) lançou nesta quinta-feira (16), em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, um Plano de Ação Territorial (PAT) voltado ao fortalecimento da apicultura e da meliponicultura no território do Médio Piranhas. A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter) e pretende beneficiar cerca de 80 produtores rurais por meio de ações de qualificação, assistência técnica e organização da cadeia produtiva.

O objetivo é padronizar a produção, melhorar o manejo das colmeias e agregar valor ao mel produzido na região, fortalecendo sua identidade como um produto característico do sertão paraibano.

Lançamento acontece em Catolé do Rocha

O lançamento do plano foi realizado às 8h, no auditório da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus IV, em Catolé do Rocha.

O evento reuniu representantes de entidades ligadas aos setores da agricultura e da pecuária, além de gestores municipais, com o objetivo de ampliar a integração entre os diferentes segmentos envolvidos na produção de mel e fortalecer a organização da atividade na região.

Plano prevê qualificação e fortalecimento da cadeia produtiva

O Plano de Ação Territorial busca estruturar todos os elos da cadeia produtiva, oferecendo suporte para melhorar a qualidade da produção e ampliar as oportunidades de comercialização.

Entre as ações previstas estão a padronização dos processos produtivos, a melhoria das técnicas de manejo e a oferta de assistência técnica especializada aos produtores atendidos.

Segundo o agente de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, Thiago Vitorino, responsável pela condução do PAT da Apicultura e Meliponicultura no Médio Piranhas, as atividades apresentam grande potencial para o semiárido por aliarem baixo impacto ambiental e geração de renda.

"Ao saber que o produto é oriundo de famílias agricultoras organizadas e comprometidas com padrões de qualidade, o consumidor percebe seu valor agregado e passa a optar por um produto sertanejo que contribui tanto para a preservação do ecossistema quanto para o fortalecimento da agricultura familiar", destaca.

Produção de mel tem potencial de crescimento na região

O território do Médio Piranhas é formado por 18 municípios e reúne áreas com forte vocação para a produção de mel.

Entre os municípios que se destacam pelo potencial de expansão da atividade estão Catolé do Rocha, Brejo dos Santos, Jericó, Riacho dos Cavalos e São Bentinho, onde a produção envolve tanto a apicultura, desenvolvida com abelhas com ferrão, quanto a meliponicultura, realizada com abelhas sem ferrão.

A região também conta com organizações voltadas ao fortalecimento da atividade, como a Cooperativa dos Apicultores de Catolé do Rocha (Cooapil) e a Cooperativa Emana Mel do Sertão Paraibano.

Qualidade e sustentabilidade

De acordo com o Banco do Nordeste, a produção de mel da região segue padrões reconhecidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), certificação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Além dos impactos econômicos, a atividade desempenha papel importante na preservação ambiental, já que a polinização realizada pelas abelhas contribui para a conservação da biodiversidade e para a manutenção dos ecossistemas da Caatinga.

Com o Plano de Ação Territorial, a expectativa é transformar o potencial produtivo já existente em mais produtividade, geração de renda e desenvolvimento sustentável para os produtores do Médio Piranhas.

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Última atualização: 17/07/2026