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Baleia-jubarte de 20 toneladas é encontrada morta em Praia Grande

Baleia-jubarte de 20 toneladas é encontrada morta em Praia Grande

Baleia-jubarte de cerca de 20 toneladas foi encontrada morta em Praia Grande. Carcaça foi analisada, removida e caso segue sob investigação.

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Luis Gomes
4 de agosto de 2026
3 min de leitura
Brasil

Uma baleia-jubarte de grande porte foi encontrada morta na faixa de areia da Praia do Caiçara, no bairro Real, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, no sábado, 1º de agosto. O animal, que media entre 10 e 12 metros e pesava cerca de 20 toneladas, chamou a atenção de dezenas de pessoas que se aproximaram da carcaça para registrar imagens e vídeos.

Após o encalhe, a Prefeitura de Praia Grande enviou equipes ao local e acionou o Instituto Biopesca para realizar a análise do cetáceo. Amostras foram coletadas para investigação da causa da morte e, segundo os especialistas, o animal não apresentava ferimentos visíveis nem sinais de enredamento em redes de pesca.

A Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) utilizou duas pás-carregadeiras para retirar a baleia da água. Em seguida, a carcaça foi removida para um aterro sanitário ainda no mesmo dia.

De acordo com o biólogo marinho Eric Comin, mestrando em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as imagens indicam que a baleia era um exemplar jovem. Segundo ele, nesta época do ano as baleias-jubarte realizam a migração das águas geladas da Antártica para o litoral brasileiro em busca de áreas de reprodução e amamentação, percorrendo entre 8 mil e 10 mil quilômetros no trajeto de ida e volta.

O especialista explicou que os animais passam pelo litoral paulista em direção à região de Abrolhos, no sul da Bahia, e destacou que a baleia-jubarte pode ser encontrada em todos os oceanos do planeta. Ele afirmou ainda que a população da espécie está em crescimento e que cerca de 30 mil baleias devem passar pelo litoral brasileiro neste ano, aumentando também os registros de encalhes e mortes.

Segundo Comin, normalmente as baleias mortas afundam e servem de alimento para a fauna marinha. No entanto, quando a carcaça acumula gases, ela pode flutuar e ser levada até a costa pela ação dos ventos e das marés. Na avaliação do biólogo, ventos fortes registrados na semana anterior e a maré de sizígia provocada pela lua cheia podem ter contribuído para que o animal fosse levado até a praia e ficasse encalhado na areia.

O especialista também alertou para os riscos de aproximação de carcaças de grandes cetáceos. Entre os perigos estão a movimentação do corpo pelas marés, a possibilidade de atração de predadores, como tubarões, além da exposição aos gases liberados pela decomposição, que podem causar mal-estar. A presença de germes, insetos e outros organismos também representa risco para a população.

O Instituto Biopesca, responsável pela análise da baleia, integra o programa de monitoramento da Bacia de Santos do Pré-Sal e atua na conservação de espécies marinhas ameaçadas de extinção. No domingo, 2, a equipe também resgatou um lobo-marinho sul-americano debilitado na praia do Satélite, em Itanhaém, que foi encaminhado para reabilitação no Instituto Gremar, no Guarujá. Já no dia 31, outro lobo-marinho-subantártico foi monitorado após aparecer na praia do Balneário Maracanã, em Praia Grande, retornando ao mar após 24 horas de observação.

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Última atualização: 04/08/2026