A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol) realizou um ato público nesta semana, em Campina Grande, para reivindicar valorização profissional, reconhecimento e melhores condições salariais para os policiais civis de carreira do estado.
Durante a mobilização, a categoria denunciou que, apesar de reajustes recentes, os policiais civis investigativos da Paraíba continuam recebendo o pior salário do Brasil, segundo a entidade. A Aspol também apontou a existência de tratamento diferenciado dentro da própria corporação, afirmando que outras categorias já alcançaram remunerações compatíveis com a média do Nordeste, enquanto a carreira investigativa segue defasada.
Salários e desigualdade interna
De acordo com os representantes da associação, a situação gera desmotivação e impacta diretamente o funcionamento da segurança pública. A entidade defende que a valorização da carreira investigativa é essencial para garantir eficiência nas investigações e melhores serviços à população.
Manutenção do movimento
Durante o ato, a presidente da Aspol, Suana Melo, consultou os policiais sobre a continuidade do movimento Polícia Legal e Extra Zero, que limita atividades além das atribuições legais e suspende horas extras.
A proposta foi aprovada pela categoria, que decidiu manter o movimento como forma de pressão. Segundo os policiais, o momento exige união e fortalecimento da carreira, diante da insatisfação com a política salarial adotada pelo Estado.
A Aspol informou que novas mobilizações podem ocorrer caso não haja avanços nas negociações e reforçou que o objetivo do movimento é a valorização profissional e o reconhecimento do papel estratégico da Polícia Civil na segurança pública da Paraíba.

