O artigo da série Diálogos ABERT desta sexta-feira é assinado por Alessandro Molon, diretor-executivo da Dig.ia (Aliança pela Infraestrutura Digital e Internet Aberta). No texto intitulado “A Internet que devemos defender”, o autor apresenta uma reflexão sobre a evolução da rede mundial e os princípios que permitiram a construção de uma internet aberta e acessível.
Ao iniciar sua análise, Molon utiliza uma ideia do jurista Nelson Saldanha, que descrevia a vida social a partir de dois espaços simbólicos: o jardim, associado à intimidade e às relações mais próximas, e a praça, relacionada ao encontro, à circulação de ideias e à vida pública.
Internet reúne espaços privados e públicos
Segundo o autor, a criação da internet permitiu que esses dois ambientes, o privado e o público, passassem a coexistir sobre uma mesma infraestrutura tecnológica. Dessa forma, interações pessoais, atividades econômicas, debates políticos e manifestações culturais passaram a ocorrer em um espaço compartilhado e conectado.
Molon destaca que essa característica da internet não surgiu de maneira espontânea, mas foi resultado de decisões relacionadas à sua arquitetura e ao modelo de governança adotado ao longo do desenvolvimento da rede.
Debate sobre os rumos da rede
O artigo integra a série Diálogos ABERT, que reúne reflexões sobre temas ligados à comunicação, tecnologia e sociedade. A publicação propõe uma discussão sobre a importância de compreender os fundamentos que moldaram a internet e os desafios relacionados à preservação de um ambiente digital aberto.
O texto completo de “A Internet que devemos defender” está disponível no site da ABERT pelo link: https://www.abert.org.br/site/imprensa/noticias/dialogos-abert-a-internet-que-devemos-defender

