A apicultura no Alto Sertão paraibano ganha novo impulso com a implantação de um Plano de Ação Territorial (PAT), que prevê aumento de 20% na produtividade do mel e de seus derivados nos próximos dois anos. A iniciativa é coordenada pelo Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), do Banco do Nordeste (BNB), e envolve diretamente seis municípios da região, beneficiando 63 apicultores.
Municípios do Alto Sertão são contemplados
O Plano de Ação Territorial da Apicultura abrange os municípios de Bonito de Santa Fé, Monte Horebe, Poço de José de Moura, São João do Rio do Peixe, São José da Lagoa Tapada e Triunfo.
Nessas localidades, a apicultura já é desenvolvida de forma familiar, em pequenas e médias escalas, e passa agora a contar com ações estruturadas para melhoria da qualidade do produto e ampliação da produção.
Investimentos superam R$ 1,3 milhão em um ano
Somente no ano passado, o Banco do Nordeste injetou R$ 1,3 milhão nos municípios que integram o PAT, por meio de crédito contratado diretamente com os produtores locais.
Os recursos têm sido utilizados para fortalecer a cadeia produtiva do mel, apoiar a atividade apícola e estimular a geração de renda no meio rural, consolidando a apicultura como uma alternativa econômica viável e sustentável para o Alto Sertão paraibano.
Região tem vocação natural para a apicultura
De acordo com o Banco do Nordeste, o território apresenta forte vocação natural para a atividade, impulsionada pela flora abundante da Caatinga. Espécies como marmeleiro, jurema e cajueiro oferecem condições ideais para a produção de mel de qualidade, favorecendo tanto o volume quanto o padrão do produto final.
Essa característica ambiental contribui para que o mel produzido na região tenha potencial competitivo no mercado, além de reforçar a sustentabilidade da atividade.
Desenvolvimento territorial é foco do programa
Segundo o agente de desenvolvimento João Cavalcante Feitosa, o trabalho do Prodeter busca fortalecer o que já existe no território e estimular o desenvolvimento econômico regional.
“No território, buscamos os municípios mais próximos para reafirmar, junto com os parceiros, o potencial produtivo que já existe no local e promover o desenvolvimento econômico”, destacou.
A estratégia do programa é integrar produtores, gestores públicos e instituições de apoio técnico em torno de objetivos comuns.
Parcerias fortalecem cadeia produtiva do mel
O PAT da Apicultura mobiliza gestores municipais, agentes econômicos e entidades voltadas à formação e capacitação profissional. Entre os parceiros estão empresas de comercialização e beneficiamento do mel e seus derivados, o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), a Empaer regional e o Senar.
Essas parcerias têm papel fundamental na qualificação técnica dos apicultores, na melhoria dos processos produtivos e no acesso a novos mercados.
Atividade é estratégica para o meio ambiente
Além do impacto econômico, a apicultura é considerada estratégica para o equilíbrio ambiental. A atividade contribui diretamente para a manutenção dos ecossistemas e da biodiversidade, por meio da polinização realizada pelas abelhas.
Estima-se que cerca de um terço dos alimentos consumidos, como frutas, legumes e grãos, dependa da polinização, o que reforça a importância da apicultura para a segurança alimentar e para a diversidade da produção agrícola.
Fonte de renda para famílias do campo
A produção de mel também representa uma importante fonte de renda para famílias que vivem no campo ou em áreas rurais próximas aos municípios atendidos pelo programa.
Com o fortalecimento da cadeia produtiva e a expectativa de crescimento da produtividade, o Plano de Ação Territorial da Apicultura contribui para a geração de emprego, a fixação do produtor no campo e o desenvolvimento sustentável do Alto Sertão paraibano.
Expectativa é de crescimento nos próximos anos
Com investimentos, capacitação e articulação institucional, o Banco do Nordeste projeta um cenário de expansão para a apicultura na região. A meta de elevar em 20% a produtividade em dois anos reforça o papel do Alto Sertão como um território promissor para a produção de mel e derivados.
A iniciativa consolida a apicultura como atividade estratégica tanto para a economia local quanto para a preservação ambiental, ampliando as perspectivas de desenvolvimento para os municípios envolvidos.

